Dicas de Sinalização Náutica

Dicas de Sinalização Náutica

 

1) São situações normalmente indicadas por balizamento os perigos naturais,
limites laterais dos canais, zonas de acidentes marítimos importantes e novos
perigos.
2) São sinais de balizamento: sinais laterais e sinais especiais; sinais cardinais
e sinais laterais; sinais de perigo isolado e sinais cardinais.
3) A identificação dos sinais durante o dia é feita por marca de tope, forma e cor.
4) A boia cega é que não emite luzes.
5) A identificação do balizamento, à noite, é feita por ritmo de apresentação e
cores das luzes.
6) O sistema de balizamento poderá ser de um dispositivo chamado Racon que
é um sistema que emite um sinal na tela do radar e que facilita, portanto, a sua
identificação.
7) O único caso em que utilizamos um balizamento dobrado, com dois sinais
iguais é no caso de perigo isolado não registrado na carta náutica.
8) O sinal lateral de canal que fica a boreste de quem entra no porto tem a cor
encarnada.
9) A boia de bombordo emite luz, à noite, de cor verde.
10) O sinal lateral de canal que fica a bombordo, de quem entra no porto, tem a
cor: verde.
11) A boia de boreste emite luz, à noite, de cor encarnada.
12) O balizamento que indica águas seguras, possui as cores branca e
encarnada.
13) O balizamento que indica perigo isolado, possui as cores preta e encarnada.
14) O balizamento que indica qual o quadrante que, a partir dele, temos águas
seguras, tem as cores amarela e preta.
15) O balizamento de canal preferencial, tem as cores: verde e encarnada.
16) À noite, a cor das luzes de sinais cardinais, perigo isolado e águas seguras
é branca.
17) As boias do balizamento podem ser cegas ou luminosas.
18) À noite, a cor da luz emitida, pelo balizamento de canal preferencial a boreste
é verde.
19) À noite, a cor da luz emitida, pelo balizamento de canal preferencial a
bombordo é encarnada.
20) A numeração do balizamento de canal segue a ordem crescente, a partir da
entrada do canal.
21) Uma boia com cor preta e uma ou mais faixas horizontais encarnadas indica
perigo isolado.
22) Uma boia com cores brancas e encarnadas em faixas verticais, indica águas
seguras.
23) Os formatos das boias laterais de canal são cilíndrico, pilar, charuto ou
cônego.
24) Quando um navegante, em sua embarcação, vem se aproximando de uma
bifurcação de canal e se depara com um balizamento de duas cores, e sendo
que ele verificou que a maior profundidade estava no canal a seu boreste, as
duas cores vistas pelo navegante são verde, com uma faixa horizontal
encarnada.
25) No balizamento de uma hidrovia, ao observar-se um sinal “X” numa placa, à
margem do rio, significa trocar de margem.
26) No balizamento de uma hidrovia, ao observar-se um sinal “H” numa placa, à
margem do rio, significa seguir meio do canal.
27) No balizamento de uma hidrovia, ao observar-se um sinal “Y” numa placa no
rio, significa bifurcação de canal.
28) No balizamento de uma hidrovia, ao observar-se um sinal “+” numa placa no
rio, significa perigo isolado.
29) No balizamento de uma hidrovia, ao observar-se um sinal “” numa placa no
rio, significa seguir margem.
30) Numa ponte que atravessava o rio, ao observar-se dois losangos amarelos,
um ligado ao outro pelos pontos laterais, isto significa que o tráfego é permitido
com sentido único.
31) Numa ponte que atravessava o rio, ao observar-se um losango amarelo, isto
significa que o tráfego é permitido nos dois sentidos.
32) Numa ponte que atravessava o rio, ao observar-se um triângulo verde, isto
significa que o tráfego está à direita de quem desce ou sobe o rio.
33) Numa ponte que atravessava o rio, ao observar-se um retângulo pintado de
vermelho, isto significa que o tráfego está à esquerda de quem desce ou sobe o
rio.
34) Numa ponte que atravessava o rio, ao observar-se um retângulo vermelho
com uma faixa larga horizontal branca no meio, isto significa que o tráfego está
proibido.
35) Uma boia, à noite, emitindo uma luz amarela, pode significar área de
recreação.
36) À noite, foi avistada uma luz verde piscando e, pela carta náutica, verificouse a aproximação da entrada de um porto. O formato provável deste sinal é
cilíndrico.
37) Durante o dia, observou-se uma haste em forma de polar, com duas esferas
pretas na sua parte de cima. Provavelmente estamos diante de um perigo
isolado.
38) Durante o dia, observou-se um pilar, com dois cones pretos em cima.
Provavelmente estamos diante de um quadrante de águas seguras.
39) O balizamento de interior de porto obedecerá a regras definidas e deverá ser
utilizado, pelo navegante, como orientação para uma navegação segura.

Dicas de RIPEAM

Dicas de RIPEAM

 

1) O RIPEAM tem por finalidade evitar o abalroamento no mar, utilizando-se
regras internacionais de navegação luzes e marcas e, ainda, sinais sonoros.
2) Na situação de roda a roda, ou seja as embarcações proa com proa, as duas
guinam para boreste.
3) Na situação de rumos cruzados, tem preferência de passagem a embarcação
que avistar a outra pelo seu bombordo, isto é, a que vê a luz verde.
4) No caso de uma embarcação alcançando a outra, tem preferência de
passagem a que está com maior velocidade, alcançadora, que deverá manobrar
para passar pela outra, à frente.
5) Um veleiro e uma lancha vinham navegando em rumos cruzados. Tendo
preferência de passagem, o veleiro não manobrou e esperou que a lancha
guinasse, enquanto se aproximava rapidamente dela. Houve uma colisão das
duas embarcações. Podemos concluir que apesar da lancha ter errado por não
manobrar, para evitar o acidente, o veleiro não pode ser isentado de culpa pois,
a embarcação que tem preferência deverá manobrar para evitar a colisão, caso
a outra, obrigada a manobrar, não o faça.
6) Toda manobra deverá ser feita de forma franca e positiva, com ampla
antecedência, demonstrando à outra embarcação, que houve alteração de
movimento.
7) No caso de um rio onde duas lanchas de esporte e recreio navegam em rumos
opostos, a embarcação que vem a favor da corrente deverá se posicionar no
meio do rio e a outra na sua margem de boreste, sendo que a que vem a favor
da corrente tem preferência.
8) Em canais estreitos as embarcações devem navegar pela margem mais
próxima a seu boreste e sempre manobrar para boreste quando verificar o risco
de colisão.
9) Num canal ou rio, principalmente estreitos, a embarcação maior tem
preferência em relação à miúda.
10) A velocidade de segurança é velocidade que possibilita uma ação apropriada
e eficaz de evitar uma colisão e de parar a embarcação a uma distância segura
e, quando cruzamos com outras embarcações atracadas ou fundeadas ou
mesmo localizadas às margens dos rios e canais, devemos diminuir a
velocidade.
11) Uma embarcação à vela tem preferência de manobra em relação a uma
embarcação a motor.
12) As luzes de navegação mais comuns, em embarcação de esporte e recreio
são uma luz branca a vante, uma luz de alcançado branca, luzes verde e
encarnada (vermelha), combinadas.
13) Os sinais sonoros que podem ser emitidos por apitos, buzinas ou ainda sinos,
são utilizados nas situações de manobra, advertência e em baixa visibilidade.
14) Um apito curto significa que estou guinando para boreste.
15) Dois apitos curtos significam que estou guinando para bombordo.
16) Três apitos curtos significam que estou dando “máquinas atrás”.
17) Dois apitos longos seguidos de dois curtos significam que estou
ultrapassando por bombordo.
18) Dois apitos longos seguidos de um curto significam que estou ultrapassando
por boreste.
19) Cinco apitos curtos ou mais significam que não entendi suas intenções de
manobra.
20) Um apito longo de dois em dois minutos significam que existe embarcação a
motor em movimento, com visibilidade restrita.
21) Dois apitos longos de dois em dois minutos significam que existe
embarcação parada, em visibilidade restrita.
22) Uma embarcação sem governo tem preferência em relação à embarcação à
vela, à embarcação com capacidade de manobra restrita e à embarcação
engajada na pesca.
23) Embarcação fundeada deverá exibir uma luz branca onde melhor possa ser
vista.
24) Embarcação com reboque de menos 200 metros de comprimento deverá
exibir duas luzes branca no mastro.
25) Embarcação com reboque de mais de 200 metros de comprimento deve
exibir três luzes brancas no mastro.
26) Embarcação de grande porte que carrega cargas perigosas deverá exibir, à
noite, uma luz encarnada (vermelha) no alto do mastro.
27) Durante o dia, uma embarcação fundeada deverá exibir um balão preto no
mastro.
28) Em curvas de rios ou canais estreitos, onde a visibilidade é prejudicada,
devemos dar um apito longo para chamar atenção.
29) O apito curto tem a duração de aproximadamente 1 segundo.
30) O apito longo tem a duração de 4 a 6 segundos.
31) A forma mais correta de cruzar uma embarcação com outra embarcação
vindo em sentido contrário é bombordo com bombordo.
32) As luzes de navegação não, deverão ser usadas quando a embarcação
estiver atracada no cais.
33) Na ausência de apito, a embarcação poderá utilizar buzina ou sino para
sinalizar as suas intenções.
34) As embarcações de esporte e recreio, sem propulsão a motor, com menor
de 5 metros de comprimento estão dispensadas de usar buzina ou outro
dispositivo que a substitua.
35) Um balão preto içado no mastro principal ou onde melhor possa ser visto não
constitui sinal de perigo.
36) Uma luz intermitente amarela cruzando o canal, à noite, poderá ser uma
embarcação desenvolvendo grande velocidade ao navegar.
37) Uma embarcação de esporte e recreio deverá evitar cruzar uma via de
tráfego, tanto quanto possível, porém, se for necessário tal manobra, deverá
fazer de forma a cruzar perpendicularmente a via de tráfego.
38) As luzes de bordos, de mastro e de alcançado são setorizadas para melhor
identificar o movimento da embarcação, à noite.
39) O holofote pode ser utilizado em rios estreitos para, à noite, iluminar curvas.