Áreas de Navegação

Para os efeitos de dotação de equipamentos de navegação, segurança e salvatagem, do nível de habilitação de quem a conduz, e para atendimento de requisitos de estabilidade
intacta (apenas para embarcações com comprimento maior ou igual a 24m), deverão ser consideradas as seguintes áreas onde está sendo realizada a navegação:

Navegação Interior 1 - a realizada em águas consideradas abrigadas, tais como hidrovias interiores, lagos, lagoas, baías, angras, rios, canais e áreas marítimas, onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas e que não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações (Arrais-Amador, veleiro e Motonauta).
Navegação Interior 2 - a realizada em águas consideradas abrigadas, tais como hidrovias interiores, lagos, lagoas, baías, angras, rios, canais e áreas marítimas, onde eventualmente sejam verificadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré que apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações (Arrais-Amador, veleiro e Motonauta).
Navegação Costeira - aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros dentro do limite da visibilidade da costa, não excedendo a 20 milhas náuticas (Mestre-Amador);
Navegação Oceânica - também definida como sem restrições, isto é, aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros fora dos limites de visibilidade da costa e sem outros limites estabelecidos (Capitão-Amador).
As Áreas de Navegação Interior e Mar Aberto são delimitadas pelas CP/DL/AG com base nas peculiaridades locais, e constam nas respectivas Normas e Procedimentos (NPCP/NPCF) de cada uma.
As embarcações que operam nas duas áreas de navegação interior deverão atender aos requisitos técnicos estabelecidos para as embarcações que operam na Área 2

Dicas de Combate a Incêndio

1. Estando presente o combustível e o oxigênio (comburente) para haver uma combustão é necessário que se atinja a temperatura de ignição.
2. A maioria dos barcos de esporte e recreio é fabricado de fibra de vidro. Este material pode entrar em combustão quando submetido a altas temperaturas. Classificam-se um incêndio em fibra de vidro como um incêndio da classe “A” - combustível sólido.
3. O agente extintor menos efetivo em locais abertos sujeitos a rajadas de ventos é o gás carbônico.
4. É comum se ter incêndio a bordo decorrente de material elétrico mal especificado como disjuntores que provocam grandes centelhas.
5. Não podemos usar água na para combater fogo na gasolina pois a temperatura de ignição da gasolina é inferior à temperatura da água.
6. Os extintores de CO2 são utilizados prioritariamente nos incêndios de equipamentos elétricos energizados.
7. Os incêndios, em locais de difícil acesso, são combatidos através de sistemas fixos de agentes extintores.
8. Ao me deparar com um incêndio no painel elétrico da minha lancha devo preferencialmente utilizar um extintor de CO2.
9. Devo ter a bordo sempre extintores portáteis com as revisões anuais dentro da validade.
10. O comburente mais comum numa reação química com o combustível é o oxigênio.
11. A reação química que ocorre com a presença do combustível, do comburente e da temperatura de ignição, com desprendimento de luz e calor chama-se combustão.
12. Os extintores portáteis, são os equipamentos de combate a incêndio mais comumente encontrados a bordo das embarcações de esporte e recreio.
13. Os extintores portáteis devem ser localizados sempre em locais de fácil acesso e de risco de incêndio.
14. O incêndio classe “A” ocorre em material sólidos inflamáveis.
15. Para que possamos apagar o fogo precisamos eliminar pelo menos um de seus três elementos. Quando retiramos ou reduzimos a presença do ar, apagamos o fogo por abafamento.
16. Extintores utilizados em incêndios classe “D” são identificados por meio de uma estrela amarela.
17. Os símbolos internacionais dos incêndios classe “A” e “D” são respectivamente um triângulo verde e uma estrela amarela.
18. O incêndio classe “B” é o que ocorre em líquidos inflamáveis.
19. O incêndio que se verificam em metais combustíveis (magnésio, titânio e lítio) são os da classe “D”.
20. Não devemos combater o fogo por sotavento, pois, podemos ser atingidos pelas chamas do incêndio levadas pelo vento.
21. Os extintores de espuma são utilizados em incêndios de líquidos inflamáveis.
22. A temperatura necessária para inflamar os gases que estejam se desprendendo de um combustível, só com a presença do comburente chama-se, temperatura de ignição.
23. A água é um agente extintor que pode ser utilizado nos incêndios em material sólidos inflamáveis.
24. Os métodos de transmissão de calor são, irradiação, condução e convecção.
25. Extintores utilizados em incêndios classe “C” são identificados por meio de um círculo azul.
26. O agente extintor dióxido de carbono (CO2) tem como função principal e secundária, respectivamente, abafar e resfriar.
27. Os extintores utilizados em incêndios da classe “B” são identificados por meio de um quadrado vermelho

Dicas de Estabilidade

1. Nunca devemos afundar a marca do limite mínimo de flutuação.
2. Com relação à distribuição de peso a bordo, é correto afirmar que devemos começar a carregar os pesos colocando-os junto à quilha, próximo a meia-nau.
3. É correto afirmar que à medida que vamos retirando peso de bordo a borda livre aumenta e o calado diminui.
4. O peso da água deslocada por um barco em águas calmas, que é expresso em unidades de toneladas nos países de sistema métrico decimal é chamado de deslocamento.
5. O centro de gravidade (CG) de uma embarcação tem influência fundamental em sua estabilidade. Se o CG for baixo a embarcação será estável.
6. Um barco com muito peso a meia nau e pouco peso na proa e popa pode vir a quebrar ao meio em caso de tempestade. Nesta situação diz-se que ele está com contra alquebramento.
7. Diz-se que um barco com muito peso na proa e popa e pouco peso a meia nau está correndo perigo de quebrar ao meio em caso de enfrentar ondas fortes e altas. Nesta situação diz-se que ele está com alquebramento 8. Se um barco está derrabado, ele está com muito peso na popa e pouco peso na proa.
9. Um barco com pesos bem distribuídos a bordo navegará com mais segurança. Nesta situação o barco está trimado ou águas parelhas.
10. A distância linear entre o convés principal e o fundo do barco é chamada de pontal.
11. A maior largura de um barco, medida de borda a borda é chamada de boca.
12. Se um barco está abicado, ele está com muito peso na proa e pouco peso na popa.
13. O excesso de peso em partes altas da embarcação ou má distribuição de pesos em relação às laterais da embarcação, prejudica a estabilidade da embarcação.
14. A condição de equilíbrio de uma embarcação, com sua carga de peso sólidos e líquidos bem distribuídos e sua linha d’água respeitada é chamada de estabilidade.
15. O tempo que uma embarcação leva para afundar depende da sua reserva de flutuabilidade e da extensão da avaria.
16. É a distância entre a linha de flutuação e o convés principal do barco borda livre.
17. O invólucro do casco abaixo da linha d’água é chamado de carena
18. Comprimento da embarcação é a distância horizontal entre os pontos extremos da proa a popa de uma embarcação.
19. O excesso de peso em partes altas da embarcação ou má distribuição de pesos, em relação às laterais da embarcação, prejudica a estabilidade da embarcação;
20. Estando os tanques da embarcação com seus volumes pela metade e um considerável volume de água no porão, podemos afirmar que a embarcação estará com sua estabilidade sob o efeito de superfície livre.
21. O peso de água que a embarcação desloca quando posta a flutuar em águas tranquilas chamamos de deslocamento da embarcação.
22. A resultante de todos os pesos de uma embarcação tem seu ponto de aplicação localizado no centro de gravidade.
23. Para que uma embarcação flutue é necessário que haja equilíbrio entre o peso e o empuxo.
24. Quando embarcamos pesos na embarcação, o centro de gravidade move-se no mesmo sentido dos pesos embarcados.
25. A soma de todos os espaços fechados e estanques acima da linha d´água chama-se de reserva de flutuabilidade.
26. Trim ou compasso é a diferença do calado a ré e o calado a vante de uma embarcação.
27. Se o movimento de balanço da embarcação é muito rápido, dizemos que a embarcação está com excesso de estabilidade

Dicas de Legislação Náutica

1. A NORMAM-211/DPC (antiga normam-03/DPC) – É a Norma da Autoridade Marítima para Atividades de Esporte e Recreio. O propósito da referida publicação é de estabelecer as normas e os procedimentos sobre o emprego das embarcações classificadas exclusivamente para as atividades de esporte e recreio, visando à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e à prevenção da poluição ambiental por parte dessas embarcações no meio aquaviário.
2. A NORMAM-211/DPC decorre do que estabelece a Lei no 9.537, de 11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário - LESTA, e do Decreto no 2.596, de 18 de maio de 1998 - RLESTA, que a regulamenta.
3. A NORMAM-212/DPC (antiga normam-34/DPC) – É a Norma da Autoridade Marítima para Motos Aquáticas e Motonautas. O propósito da referida publicação é estabelecer as normas e os procedimentos sobre o emprego das embarcações do tipo moto aquática (MA), exclusivamente em atividades de esporte e recreio, visando à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e à prevenção da poluição ambiental por parte dessas embarcações no meio aquaviário e de seus condutores.
4. A NORMAM-212/DPC decorre do que estabelece a Lei no 9.537, de 11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário - LESTA, e do Decreto no 2.596, de 18 de maio de 1998 - RLESTA, que a regulamenta, especialmente no que tange à condução de embarcações do tipo moto aquática.
5. É de competência da Diretoria de Portos e Costas estabelecer as normas de tráfego e permanência nas águas sob jurisdição nacional, sendo atribuição das Capitanias dos Portos (CP), suas Delegacias (DL) e Agências (AG) a fiscalização do tráfego aquaviário, nos aspectos relativos à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e à prevenção da poluição ambiental por parte das embarcações na área sob sua jurisdição.
6. Amador - todo aquele com habilitação certificada pela Autoridade Marítima para
7. operar embarcações de esporte e/ou recreio, em caráter não profissional.
8. Áreas adjacentes às praias - compreende a área em todo o entorno de uma faixa de praia, seja marítima, fluvial ou lacustre, até o limite de 200 metros medidos a partir da linha da arrebentação das ondas ou, no caso de rios, lagos e lagoas onde se inicia o espelho d’água.
9. Navegação Costeira - aquela realizada dentro dos limites de visibilidade da costa até a distância máxima de 20 milhas náuticas.
10. Navegação Oceânica - aquela considerada sem restrições e realizada além das 20 milhas náuticas da costa.
11. Navegação Interior - a realizada em águas consideradas abrigadas ou parcialmente abrigadas.
12. As áreas de navegação interior serão subdivididas nos seguintes tipos:
13. Área 1 - áreas abrigadas, tais como lagos, lagoas, baías, rios e canais, onde
14. normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas que não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações.
15. Área 2 - áreas parcialmente abrigadas, onde eventualmente sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré, que dificultem o tráfego das embarcações.
16. As Áreas de Navegação Interior são estabelecidas através das Normas
17. Procedimentos das Capitanias dos Portos/Capitanias Fluviais (NPCP/NPCF), de cada Capitania, com base nas peculiaridades locais.
18. Carteira de Habilitação de Amador (CHA) - documento que habilita e expressa a qualificação do amador na condução de embarcações de esporte e/ou recreio.
19. Cartão de Tripulação de Segurança (CTS) - documento emitido pelas CP/DL/AG que apresenta a composição mínima da tripulação de uma embarcação para poder operá-la com segurança.
20. Comandante - é a designação do tripulante responsável pela operação e manutenção da embarcação, em condições de segurança extensivas à carga, aos tripulantes e às demais pessoas a bordo.
21. Embarcação de Grande Porte ou Iate - é considerada embarcação de grande porte ou iate, as com comprimento igual ou superior a 24 metros.
22. Embarcação de Médio Porte - é considerada embarcação de médio porte aquelas com comprimento inferior a 24 metros, exceto as miúdas.
23. Embarcação de Propulsão Mecânica - o termo embarcação de propulsão mecânica designa qualquer embarcação movimentada por meio de máquinas ou motores.
24. Embarcação de Sobrevivência - é o meio coletivo de abandono de embarcação ou plataforma marítima em perigo, capaz de preservar a vida de pessoas durante um certo período, enquanto aguarda socorro.
25. Iate - é a embarcação de esporte e/ou recreio com comprimento igual ou superior a 24 metros.
26. Inspeção Naval - atividade de cunho administrativo que consiste na fiscalização do cumprimento da LESTA e das normas e regulamentos dela decorrentes, e dos atos e resoluções internacionais ratificados pelo Brasil.
27. Inscrição da Embarcação - é o seu cadastramento na CP/DL/AG com a atribuição do nome e do número de inscrição e a expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE).
28. Linha Base - é a linha de arrebentação das ondas ou, no caso de rios, lagos e lagoas, onde se inicia o espelho d´água.
29. Lotação - quantidade máxima de pessoas autorizadas a embarcar, incluindo a  tripulação.
30. Moto Aquática - embarcação que não possui leme e sua propulsão é gerada por meio de um jato da água ejetado da parte traseira da embarcação.
31. Normas e Procedimentos para as Capitanias dos Portos (NPCP) e Capitanias Fluviais (NPCF) – são regras específicas estabelecidas pelas Capitanias dos Portos e Capitanias Fluviais, que complementam as Normas da Autoridade Marítima, adequando-as, no que couber, às peculiaridades regionais de suas áreas de jurisdição.
32. Passageiro - é todo aquele que é transportado pela embarcação sem estar prestando serviço a bordo.
33. Registro - é o cadastramento da embarcação, no Tribunal Marítimo, com a atribuição do número de registro e a competente expedição da Provisão de Registro da Propriedade Marítima (PRPM).
34. Termo de Responsabilidade - é o documento formal necessário à inscrição da
35. embarcação, pelo qual o proprietário assume o compromisso legal de cumprir todos os requisitos de segurança previstos nestas normas.
36. Tripulante - todo Amador ou profissional que exerce funções, embarcado, na  operação da embarcação.
37. São atitudes passíveis de suspensão ou apreensão da carteira de habilitação do amador, pelo prazo máximo de 120 dias:
- entregar a condução da embarcação à pessoa não habilitada;
- conduzir embarcação em estado de embriaguez alcoólica ou sob efeito de substância tóxica de qualquer natureza;
- utilizar a embarcação, para transporte comercial de passageiros ou carga;
- utilizar a embarcação para prática de crime.
38. As categorias de amador são: Veleiro, Motonauta, Arrais-Amador, Mestre-Amador e Capitão-Amador.
39. O Veleiro está apto para conduzir embarcações à vela sem propulsão a motor, nos limites da navegação interior (idade mínima 8 anos).
40. O Motonauta está apto para conduzir moto aquática, nos limites da navegação interior (idade mínima 18 anos).
41. O Arrais-Amador está apto para conduzir embarcações, nos limites da navegação interior (idade mínima 18 anos).
42. O Mestre-Amador está apto para conduzir embarcações entre portos nacionais e estrangeiros, nos limites da navegação costeira.
43. O Capitão-Amador está apto para conduzir embarcações entre portos nacionais e estrangeiros, sem limites de afastamento da costa.
44. Qualquer pessoa, que tomar conhecimento da existência de vida humana em perigo no mar, nos portos ou via navegáveis interiores deverá comunicar o fato à Autoridade Marítima, com maior rapidez possível.
45. O amador terá sua habilitação cancelada quando: for encontrado conduzindo embarcação já tendo sido suspensa sua carteira de habilitação;
- reincidência de suspensão da carteira;
- permanecer por um período de 24 meses com validade da carteira vencida.
46. O órgão responsável pela execução dos exames de amadores é a Capitania dos Portos e seus órgãos subordinados.
47. A Autoridade Marítima que estabelece os requisitos para homologação de Estações de manutenção de Equipamentos de Salvatagem.

48. Embarcações miúdas são aquelas que tenham comprimento inferior ou igual a seis (6) metros.

Dicas de Maré

1. Quando a maré, em um intervalo de tempo, fica estacionária, denomina-se, estofo de maré.
2. A altura da maré é a medida vertical entre o nível de redução e o nível do mar em um determinado instante.
3. A amplitude da maré é a distância vertical entre a baixa-mar (BM) e a preamar (PM).
4. A variação do nível das águas, entre uma PM e a BM imediatamente anterior ou posterior, é denominada de Amplitude da maré.
5. Em dias de sizígia, temos as mais altas preamares e mais baixas baixa-mares.
6. Na maré de quadratura, temos as mais altas baixa-mares e mais baixas preamares.
7. São responsáveis pelo fenômeno das marés, a lua e secundariamente o sol.
8. Para encontrar a profundidade de um local em um dado momento, devo somar a profundidade cartografada com a amplitude da maré naquele momento

Dicas de Noções de Comunicações

1. Caso você precise adquirir um rádio VHF marítimo, sua primeira providência legal será registrá-lo na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).
2. O canal 16 em VHF é usado na frequência de socorro e segurança.
3. A bandeira Alfa é usada para indicar mergulhador na água.
4. A bandeira Oscar é usada para indicar Homem ao mar.
5. Toda embarcação impossibilitada de manobrar em apoio à atividade de mergulho amador deverá exibir a bandeira “ALFA”, que significa, tenho mergulhador na água, mantenha-se afastado e a baixa velocidade
6. O equipamento de comunicação em VHF Marítimo é obrigatório, para embarcações de esporte e recreio na navegação de alto-mar e da navegação costeira.
7. A RENEC é operada pela Marinha e mantida pela Embratel.
8. Acontece uma emergência com sua embarcação próximo a costa e você precisa chamar por socorro. Você irá utilizar o transceptor VHF.
9. Ao ver um container boiando em uma certa posição que representa risco à navegação, posso avisar outras embarcações através do Alerta de Segurança.
10. Canal do VHF dedicado para comunicação DSC, que não deve ser utilizado para radiotelefonia é o 70.
11. O EPIRB utiliza a frequência de 406 MHz.
12. Palavra MAYDAY é utilizada para caracterizar uma chamada de perigo (Socorro).
13. A ANATEL é agência que cria normas e regulamenta as telecomunicações.
14. O canal 16 é o de escuta permanente em VHF.
15. Rede de estações da rádio mantidas pela Embratel e operadas pela Marinha é a RENEC

Dicas de Meteorologia

1. Quando uma frente fria se aproxima, podemos esperar que o tempo mudará para pior
2. A brisa marinha ou brisa marítima ocorre no período do dia.
3. O Sol é o responsável por todos os fenômenos meteorológicos e oceanográficos.
4. O nome das linhas pretas existentes numa carta sinótica, indicando pontos de igual pressão atmosférica à superfície é isóbaras ou isobáricas.
5. Se durante certo tempo, a pressão atmosférica está subindo, então podemos deduzir que o tempo vai melhorar ou continuar bom.
6. Os fenômenos meteorológicos e oceanográficos ocorrem devido ao aquecimento desigual de diferentes partes da Terra.
7. A escala de vento que é dada em função do estado do mar é chamada de Beaufort.
8. As nuvens mais preocupantes, pois são indicativos de mal tempo, são as Cumulonimbus.
9. A umidade relativa diminui quando a temperatura do ar aumenta.
10. Numa imagem satélite as Cumulonimbus aparecem na cor branco claro intenso.
11. Um céu uniforme e encoberto é indicativo de calmaria.
12. O céu azul escuro indica chegada de vento.
13. Com a chegada de uma frente fria o tempo geralmente muda para pior.
14. Se vemos o sol avermelhado no seu nascer, isto geralmente significa que o tempo geralmente muda para pior.
15. Deve-se evitar lançar-se ao mar se soubermos que existe a aproximação de uma frente fria.
16. Quando citamos a expressão “vento nordeste” significa que o vento vem da direção nordeste.
17. Principal ocorrência do tempo capaz de alterar a visibilidade ao nível do mar é o nevoeiro.
18. Ao longo do ano, e com as mudanças das estações, cada região do planeta desenvolve características climáticas distintas devido principalmente (ao) ângulo de incidência do sol.
19. O elemento meteorológico da natureza mais importante para se analisar e obter uma previsão do tempo é a a pressão atmosférica

Dicas de Primeiros Socorros

1. Quando por ocasião de um acidente a bordo, o acidentado não estiver respirando, deve-se proceder uma respiração boca a boca.
2. Primeiramente para se realizar a respiração boca a boca, deve-se, antes, verificar se existem corpos estranhos na sua boca.
3. A frequência de sopros por minuto, numa respiração boca a boca é de 10 a 15.
4. Portanto caso seja verificado que, após ter feito a respiração boca a boca, o coração da vítima ainda não está batendo, o procedimento correto será fazer massagem cardíaca externa.
5. Caso o coração da vítima de um acidente a bordo, não esteja batendo, deve-se iniciar a massagem cardíaca externa.
6. O outro sintoma que acompanha a parada cardíaca é a menina dos olhos dilatada.
7. Aliás o murro forte no peito deve ser tentado no caso de parada cardíaca, e que às vezes funciona, de imediato.
8. Após a massagem cardíaca ter feito o coração voltar a bater, deve-se continuar a respiração boca a boca.
9. A frequência ideal de compressão e descompressão do peito, na massagem cardíaca externa é de 69 vezes por minuto.
10. Quando houver ao mesmo tempo, parada respiratória e parada cardíaca, deve-se realizar movimentos intercalados, 8 massagens cardíacas e uma respiração boca a boca.
11. Na respiração boca a boca, deve-se deixar a cabeça da vítima voltada para trás.
12. No caso de fratura de antebraço, pode-se imobilizá-lo com tábua, papelão ou jornal grosso.
13. Todavia a tala é o dispositivo utilizado para imobilizar ossos quebrados, por meio de tiras de pano amarradas a ele.
14. Para imobilizar o braço, deve-se deixá-lo dobrado.
15. Para fraturas na perna, pode-se prender madeiras compridas, por meio de tiras de pano ou cinto, com a perna esticada.
16. A posição do pé, de uma perna quebrada, deve ser a mais natural possível.
17. Caso exista risco de incêndio ou de explosão, em local próximo à vítima fraturada, deve-se removê-la primeiro do local de risco.
18. Acima de tudo a vítima de choque elétrico precisa ser afastada do contato com a corrente elétrica, utilizando material não condutor de eletricidade.
19. Ainda assim a peça de metal é um dos materiais que não deve ser utilizado para afastar a vítima do contato com a corrente elétrica.
20. Após a retirada da vítima do contato com a corrente elétrica, caso seja necessário, deve-se realizar respiração boca a boca e massagem cardíaca externa.
21. Nas pequenas queimaduras, deve-se lavar com água e evitar romper a bolha.
22. Antes de se cobrir as queimaduras, com pano limpo, deve-se passar mercúrio cromo ou merthiolate.
23. Nas grandes queimaduras, nunca se deve tirar a roupa da vítima.
24. A saber a hemorragia é uma grande perda de sangue.
25. Para estancar uma hemorragia, deve-se pressionar o local com pano grosso.
26. A princípio o torniquete é utilizado para estancar hemorragias muito grandes.
27. Contudo o torniquete deve ser aplicado, utilizando um pano largo e um pedaço de madeira que se fixará ao pano, por meio de um nó e torcendo a madeira, a pressão interromperá a hemorragia.
28. São cuidados importantes com o torniquete, exceto nunca desapertá-lo.
29. São atitudes certas, com relação a vítima de grandes hemorragias, não dar líquidos enquanto estiver inconsciente e mantê-la agasalhada.
30. Acima de tudo os primeiros socorros são medidas emergenciais de prestação de socorro, antes do encaminhamento médico

Dicas de Sobrevivência no Mar e Material de Salvatagem

1. Os coletes salva-vidas infláveis devem ser enchidos quando já dentro da água.
2. Os colete salva-vidas servem para ser vestido, no caso de ter que se abandonar a embarcação, para que o náufrago flutue com ele
3. A balsa salva-vidas, fica em um casulo fechado, e se infla com um dispositivo especial.
4. Um cabo flutuante com alça de mão deve ser amarrado na boia circular, para facilitar o resgate de alguém, que caiu na água.
5. Um cabo fino, normalmente amarrado às boias circulares com um quartel de comprimento, ou um cabo fino com uma pinha com núcleo pesado para ser usado como mensageiro, é chamado de retinidas.
6. Num abandono da embarcação não devemos saltar em cima da balsa salva-vidas.
7. Quem estabelece os requisitos para homologação de Estações de Manutenção de Equipamentos de Salvatagem é a Autoridade Marítima.
8. A falta de funcionamento dos intestinos constitui fenômeno comum em náufragos dada a exiguidade da alimentação.
9. A cobertura da balsa salva-vidas é de cor laranjada para facilitar o avistamento.
10. São perigos à embarcação em águas interiores, exceto, correnteza dos rios e marolas.
11. No caso de abandono da embarcação por causa de incêndio incontrolável, nós devemos pular, quando houver óleo na superfície d’água contra a correnteza.
12. Uma embarcação com mais de 12 m de comprimento, quando praticando navegação em área interior (águas abrigadas) deve dispor a bordo de duas boias circulares.
13. A balsa salva-vidas rígida serve para ser utilizada para abandonar a embarcação em caso de emergência.
14. A melhor maneira de saltar na água, utilizando o colete salva-vidas, é com as pernas esticadas e os pés juntos.
15. As âncoras flutuantes das balsas devem ser mantidas na água, visando reduzir a velocidade de deriva
16. No tocante ao uso do colete salva-vidas convém que antes de uma viagem se faça uma demonstração de uso dos coletes salva-vidas.
17. Dentre os problemas médicos enfrentados pelos os sobreviventes, o mais comum, podendo ser fatal é a desidratação
18. O dispositivo utilizado pelo náufrago para chamar a atenção, de uso diurno, chama-se fumígeno.
19. Os coletes salva-vidas classe II são exigidos nas embarcações de esporte e/ou recreio, apenas para as de navegação costeira.
20. O abandono por barlavento se justifica por ser onde as manchas de óleo terão menor extensão e o abatimento por efeito do vento tornará mais rápido o afastamento da embarcação.
21. Para sobrevivência de um náufrago é mais importante é o seu estado psicológico do que a eficiência do equipamento de possui.
22. Em naufrágio, a quantidade de água estipulada, na Marinha Brasileira, é de 500 ml por dia por pessoa.
23. O cabo que prende a balsa à embarcação, só deve ser cortado quando já estiverem todos embarcados na balsa.
24. O colete salva-vidas deve ser amarrado ao corpo, com a parte flutuante para frente.
25. O dispositivo utilizado pelo náufrago para chamar atenção, de uso noturno, chama-se, foguete pirotécnico.
26. As rações modernas tem principalmente em sua composição a base de açúcar.
27. O colete salva-vidas deve ficar: em local de fácil acesso, em caso de necessidade, e nunca, amarrado à embarcação.
28. Quando alguém cai na água, ou seja, na situação de “homem ao mar” e, para retornar e navegar exatamente no rumo oposto sobre a esteira deixada pelo hélice, deve-se usar a curva de Boutakow.
29. A sobrevivência do náufrago depende do período de permanência em função da Temperatura da água do mar.

Dicas de Manobras de Embarcação

Dicas de Manobras de Embarcação

 

1) A temperatura da água é um fator que não altera condições de manobra daembarcação.
2) O leme é uma estrutura metálica ou de madeira, que tem por finalidade dardireção a embarcação e mantê-la no rumo determinado.
3) O hélice é uma estrutura metálica, que possui pás e serve para movimentar a embarcação através de seu próprio giro, acoplado através de um eixo longitudinal a um motor.
4) As âncoras são peças metálicas, capazes de prender no fundo, para permitir que a embarcação se mantenha fundeada, ou seja, sem se deslocar da posição.
5) As amarras são elos ou cabo que serve para prender a âncora ao paiol da amarra ou ao convés da embarcação.
6) As fainas de fundear ou suspender devem ser feitas sempre observando as condições de vento, corrente e maré, procurando afilar-se ao que predominar mais.
7) Uma das condições que não é necessária para caracterizar um bom fundeadouro é ter um espaço limitado para não se fundear fora da área permitida.
8) Para atracar deve-se, em geral, manobrar da seguinte forma: aproximar do cais, num ângulo de 45º, de modo a passar um cabo de proa logo que possa, colocando o leme para o bordo oposto ao do cais, para deslocar a popa para este.
9) Os cabos principais de amarração são lançantes, espringues e traveses.
10) As espias são cabos de amarração usados na faina de atracar uma embarcação.
11) Havendo correnteza no local, que se vai atracar uma lancha, devemos aproveitar seu efeito e atracar contra a correnteza, passando-se um cabo dizendo para vante e outro dizendo para ré.
12) Para desatracar a embarcação devemos largar os cabos de ré, procurando manobrar para abrir a popa e com o motor dando atrás, aproveitar o efeito do leme para afastar a popa e então largar os cabos de vante.
13) Com correnteza de proa minha a desatracação se processa folgando primeiro os cabos de vante e mantendo os de ré apertados.
14) A boia de arinque é utilizada para indicar o local onde a âncora ficou presa no fundo.
15) São partes de uma embarcação: proa, popa, boca, quilha, bordos e convés.
16) O través é a espia que serve para amarrar a embarcação, saindo perpendicularmente ao cais.
17) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a meio, com seguimento e hélice em marcha avante, a proa guinará para boreste lentamente.
18) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a meio, com seguimento e hélice em marcha a ré a proa guinará para boreste lentamente.
19) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a boreste, com seguimento e hélice em marcha avante, a proa guinará para boreste.
20) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a boreste, com seguimento e hélice em marcha a ré, a proa guinará para boreste lentamente.
21) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a bombordo, com seguimento e hélice em marcha avante, a proa guinará para bombordo.
22) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a bombordo, com seguimento e hélice em marcha a ré, a proa guinará para boreste rapidamente.
23) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a meio, partindo do repouso e hélice em marcha avante, a proa guinará para bombordo lentamente.
24) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a meio, partindo do repouso e hélice em marcha a ré, a proa guinará para boreste lentamente.
25) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a boreste, partindo do repouso e hélice em marcha avante, a proa guinará para boreste lentamente.
26) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a boreste, partindo do repouso e hélice sem marcha a ré, a proa guinará para boreste lentamente.
27) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a bombordo, partindo do repouso e hélice em marcha avante, a proa guinará para bombordo rapidamente.
28) Uma embarcação com um hélice, com rotação direita, com leme a bombordo, partindo do repouso e hélice em marcha a ré, a proa guinará para boreste muito lentamente.
29) A manobra de suspender é sair com a embarcação do local de fundeio, recolhendo a âncora.
30) A âncora Danforth é a mais comum a bordo das embarcações de esporte e recreio.
31) São partes do leme: madre, cana e porta.
32) Numa atracação, com vento ou corrente perpendicular ao cais, com aproximação a barlavento, deve-se aproximar com a embarcação paralela ao cais, com pouco seguimento.
33) Numa atracação, com vento ou corrente perpendicular ao cais, com aproximação a sota-vento, deve-se aproximar com a embarcação com um ângulo aproximado de 45º com o cais.
34) Numa atracação com vento ou corrente, paralelos ao cais, deve-se aproximar com a embarcação sempre contrário ao vento ou corrente, com ângulo agudo ao cais.
35) Para se largar do cais, sem vento e sem corrente , deve ser feita com o leme contrário ao cais e máquina devagar adiante, largar todas as espias, exceto a de ré, que esteja dizendo para vante.
36) Para se largar de um cais, com vento e corrente pela proa, deve ser feita largando todas as espias, exceto a que diz para vante, na popa, mantendo o leme contrário ao cais.
37) Para se largar de um cais, com vento corrente pela popa, deve ser feita largando todas as espias, exceto a que diz para ré, na proa, mantendo o leme na direção do cais.
38) Deve-se fundear a embarcação de esporte e recreio, com a âncora Danforth, evitando os fundeadouros de tença de areia dura.
39) A regra simples para se determinar a quantidade de amarra a se largar num fundeio normal é de, no mínimo, 3 vezes a profundidade local.
40) Quando houver risco de mau tempo ou o fundeio for muito demorado, a regra para se largar a amarra, com segurança da embarcação não sair da posição é de 5 vezes a profundidade local.
41) Para se pegar uma bóia, para amarrarmos uma embarcação, devemos proceder aproados a ela, com pouco seguimento.
42) A tença é um tipo de fundo (qualidade).
43) Deve-se evitar fundear em área onde o espaço de giro da embarcação seja limitado.
44) Para se suspender de um fundeadouro, devemos ir recolhendo a âncora, com máquina devagar adiante, caso a amarra esteja tesada para vante.
45) Uma embarcação no visual da minha, para existir, com certeza, o risco de colisão, deverá apresentar a situação de marcação constante e distância diminuindo.
46) Para fundear deve-se inverter a máquina e quando estiver caindo a ré, largar âncora.
47) Quando numa embarcação de dois hélices, um deles dá atrás e outro adiante, com a mesma rotação, essa embarcação tende a girar a proa para o mesmo bordo do hélice que dá atrás.
48) Para se fundear com correnteza e vento, deve-se aproar ao vento, caso a embarcação tenha uma estrutura alta no convés.
49) Quando duas embarcações navegam num canal estreito, em rumos opostos, aproximando-se, ambos devem tomar a margem de seu boreste..
50) Uma correlação está totalmente correta é: Boreste – lado direito da embarcação; Bombordo – lado esquerdo da embarcação: A Vante – fica na frente; e A Ré – fica atrás.